1. Por muitas gerações…
Passamos pelo período das 3 Semanas, conhecido com Bein haMetzarim (entre os estreitos), entre os jejuns de 17 de Tamuz e 9 de Av. Esses são dias de luto e lembrança da destruição da Terra e dos Templos Sagrados. Por muitas gerações, nós não pudemos fazer atos concretos pela redenção de Israel. Estávamos no exílio, sob o julgo de outras nações, e não havia nada que pudéssemos fazer para mudar situação – somente rezar, para a nossa própria fortificação com o cumprimento de Torá e Mitzvot. Isso era tudo o que podíamos fazer – pedir ao Santíssimo para nos redimirem com Seu perdão, e esperar ansiosamente para que isso ocorresse.
O conteúdo dessas 3 Semanas no entanto, é caracterizado pela prática de jejuns, o afastamento de ocasiões alegres, e a fala das Kinot, e voltando-nos para o nosso interior em preces e súplicas.
2. A luz já começou a brilhar
Agora temos o mérito, graças a D’us, Sua Luz começou a brilhar sobre nós, e começou a remover o domínio das nações sobre nós. Ele nos abriu os portões da Terra de Israel, e tivemos o mérito de que uma considerável porção dos judeus do mundo tem feito Aliá para Israel. D’us retirou as outras nações da nossa Terra e nos ajudou a estabelecer um Estado, aberto a todos os judeus do mundo.
3. Construindo a terra
Quando olhamos o período de Bein haMetzarim, eles não são somente dias de choros, tristezas, nos tornando coitados em vista aos fatos. Nós temos agora a possibilidade de fazer algo concreto para a redenção de Israel. Realmente, não podemos ainda reconstruir o Templo Sagrado, mas está entre nós a possibilidade de ficar juntos na Terra de Israel, de construí-la, e de construir Jerusalém. Por essa razão, os dias das 3 Semanas devem nos despertar para agir e fazermos o máximo pela Gueulá. Devemos convencer as pessoas a fazerem Aliá. Especificamente, àqueles Judeus que continuam chorando nesses dias, mas nada fazem para morar em Israel.
4. Trabalhando pelas nossas preces
Não é suficiente dizer durante as nossas rezas diárias “Kabetz otanu me arbá canfót col haaretz le artzeinu” – “reúna-nos dos 4 cantos da Terra para nossa terra” – quando na verdade é possível se levantar e ir. Não é suficiente chorar pela destruição, mas sim trabalhar pela reconstrução. Rav Avraham haCohen Kook Z”L dizia que assim como nós não confiamos somente na nossa reza ao pedirmos que o Piedoso nos garanta uma boa vida, mas fazemos de tudo para que possamos efetivamente ter uma boa vida; então também não podemos confiar somente nas nossas rezas para o retorno à Israel, mas devemos tomar atitudes concretas.
Todos nós com certeza choramos pela destruição do Templo, e é esse luto que nos obriga a fazer tudo o que podemos para a Redenção. Isso é feito morando, vivendo e construindo Israel, Jerusalém, e obviamente realizando o desejo de D’us.
O Maharal de Praga lista três características do exílio:
• a expulsão da Terra de Israel
• o subjugo à outros povos
• a dispersão entre as nações
Está em nosso poder remediar todas essas 3 características, simplesmente vivendo em Israel sob uma Lei Judaica. O próprio fato de realizar isso, traz a nós a glorificação do nome de D’us, como o Ramch”al escreve no capítulo 19 do Messilat Iesharim: “É impossível para a Glória Divina crescer sem a Redenção de Israel e sem o aumento da honra de Israel, pois esses elementos são inteiramente e verdadeiramente independentes.
Esses são os assuntos que devemos despertar em nós mesmos durante esse período de Ben haMetzarim. Que nós tenhamos o mérito de rapidamente ter a Redenção
Rabino Zalman Melamed
Rabino chefe de Beit El,
e da Ieshivá de Beit El.
Traduzido por Rafael Friedlander

Agora compreendi melhor a atitude de sua mudança para Israel e a toda a concepção do Sionismo…
Conseguiu transmitir o amor pela Terra, ao mesmo tempo que chama a atençao para a responsabilidade pessoal de construir na e a Terra…
Abraços fraternos,
Angela Nespoli
Por: Angela Nespoli em Julho 12, 2009
às 12:33 am