Publicado por: Marcel | Julho 13, 2008

Direto da embaixada de Israel

Medidas israelenses contra o Hamas na Cisjordânia
Descrição do Histórico – 10 de Julho de 2008
 
Histórico 
O Hamas é uma organização palestina islâmica ilegal e armada, cujo objetivo primordial é a destruição do Estado de Israel. O Hamas emprega o terrorismo como principal método de operação e dissemina suas ideologias através de comunicação em massa, células políticas e atividades sociais que atraiam a população palestina. 

Hamas exporta sua experiência operacional da Faixa de Gaza para a Cisjordânia e explora sua Infra-estrutura civil para que possa angariar apoio para suas atividades terroristas.  A ideologia da organização baseia-se na visão mundial da Irmandade Islâmica, a qual integra a teologia islâmica radical com uma pauta de extremismo nacionalista palestino.  Por conseguinte, a organização se opõe veementemente à pragmática Autoridade Palestina liderada por Mahmoud Abbas e à outros regimes árabes moderados que não aceitam sua ideologia.
 
Desde o ano 2000, 373 israelenses foram mortos em ataques terroristas executados pelo Hamas.  Destes, 325 representam civis mortos em ataques suicidas e outros incidentes terroristas e as 48 vítimas restantes membros das forças de segurança de Israel.
 
O Hamas usa dois métodos centrais para atingir seus objetivos:
                                         i.    Guerra Santa (Jihad): A violenta campanha contra Israel e qualquer outra entidade não alinhada com o islamismo radical que controla áreas da “Grande Palestina” (do Mar Mediterrâneo ao Rio Jordão). Os métodos empregados são operações contra alvos civis, ataques suicidas e uso de mulheres e crianças em operações terroristas.
 
                                       ii.    Atividades Sociais (Daawa): Considerado pelo Hamas como “o treinamento dos corações”, estas atividades “de caridade” constituem o meio mais importante da organização para implementar suas ideologias e promover apoio a seus objetivos pela população.  Em um projeto contínuo e de longo prazo, o Hamas utiliza o bem estar social para criar e aumentar o apoio da população, sob a fachada da retórica religiosa.  Com o passar do tempo, o receptor desta assistência se torna um ativista no movimento, seja como terrorista em capacidade organizacional ou como um incentivado político.   

Enfrentando o Terrorismo do Hamas
 
Os terroristas do Hamas continuamente têm como alvo cidadãos israelenses, como parte de sua luta contra a existência do Estado de Israel.   Em 04 de Fevereiro de 2008, um homem-bomba expldiu-se em um shopping center em Dimona, matando um civil israelense e ferindo outros 38. No último Yom Kippur (Dia do Perdão) em 22 de Setembro de 2007, as Forças de Segurança de Israel impediram um ataque contra alvos civis quando descobriram cintos explosivos escondidos e prontos para uso em Tel Aviv.   Durante o feriado da Páscoa em Abril de 2007, um carro carregado de explosivos foi localizado no centro de Israel.  O Hamas iniciou todos os três ataques, todos eles direcionados a civis.
Devido ao perigo que o Hamas representa para os cidadãos israelenses e a ameaça que representa ao processo de paz entre Israel e a Liderança Palestina pragmática, Israel estabelece a campanha contra o Hamas como objetivo primário.  Por este motivo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) inciam uma campanha intensa contra a organização terrorista Hamas com ênfase nas operações terroristas da organização.
 
Os terroristas do Hamas utilizam diversos métodos para implementar suas ideologias de jinad e terrorismo anti-Israel, incluindo disfarce como civis, até mesmo mulheres, para evitar a detecção e realizar seus ataques.   Em Setembro de 2007, enquanto conduziam operações contra a infra-estrutura do campo de refugiados de Ein Beit Ilma em Nablus, a segurança israelense descobriu um fugitivo escondido embaixo de uma cama onde uma mulher grávida, que havia protestado contra a inspeção, estava deitada.  O fugitivo, Ahmed Yussuf Ava Abd-el Iz, um dos líderes da infra-estrutura do Hamas no campo, foi preso.  Em outro incidente, a segurança israelense prendeu Ahmed Yussuf Abd El Abu Shehada, outro terrorista do Hamas disfarçado com roupas femininas em tentativa de ludibriar as forças da IDF que o procuravam.  Três outros terroristas do Hamas, Haled Nuri, Yussuf Nadi e Mustafa Nuri foram presos na mesma operação.  Os mesmos admitiram durante o interrogatório o planejamento de ataques contra alvos israelenses assim como a vontade de Mustafa Nuri de cometer um ataque suicida.  
Muitos ativistas do Hamas foram presos entre 2007-2008. O mais importante deles:
                                         i.    Em 11 de Janeiro de 2007, forças de segurança deteram Khaled Mohammed Amin El Haj’ no campo de refugiados de Jenin.   No ano anterior à sua prisão, El Haj’ encabeçou a organização Hamas na região de Jenin e era considerado o mais importante terrorista da área e responsável pelas operações regionais da organização e pela coordenação com os QGs do Hamas na Cisjordânia, Faixa de Gaza e no exterior.   Além disso El Haj’ desempenhava um papel de suma importância no estabelecimento da infra-estrutura do Hamas na região de Jenin. 

Juntamente com El Haj’, as Forças de Defesa de Israel prenderam Ghassan Abd El Wahab Tahir Zouaibi.  Ghassan Zouai era membro importante da liderança do Hamas na região de Jenin e desmpenhava papel relevante no estabelecimento da rede terrorista. 

                                       ii.    Em 23 de Junho de 2007, forças de segurança prenderam Salah Mahmud Suliman el Aruri na vila de Arura, ao norte de Ramallah.  Um terrorista importante dentro da infra-estrutura de terror do Hamas e fugitivo procurado, El Aruri é considerado o fundador das Brigadas Iz A-Din El Kassam na Cisjordânia – a ala militar da organização terrorista Hamas.  Ele é o terrorista do Hamas com maior atividade na Cisjordânia e é um dos cabeças da liderança geral do Hamas. 

                                      iii.    Em 26 de Março de 2008, forças de segurança prenderam Omar Jaber, chefe da infra-estrutura do Hamas na região de Tul Karem.   O mesmo estava foragido desde 2002 pela coordenação e ataque suicida com bombas ao Park Hotel na noite de páscoa em 27 de Março de 2002, inclusive providenciando transporte para o suicida.  Trinta israelenses foram mortos e 140 feridos no ataque.

Desde 2002, Omar Jaber foi diretamente responsável por adquirir novos recrutas para a organização terrorista Hamas e por recrutar jovens para servirem em operações terroristas de células armadas isoladas.  No ano anterior a sua prisão, esteve diretamente envolvido no treinamento destes recrutas.  Jaber utilizava-se de mensagens codificadas para receber fundos para suas atividades, para financiar os recrutas sob seu comando e para comprar e esconder armas e munição.  Após o confronto armado entre a Autoridade Palestina e o Hamas na Faixa de Gaza em Janeiro de 2007, Jaber começou a formar uma vasta infra-estrutura terrorista na área de Tul Karem.  Além disso foi responsável pelo financiamento de células terroristas, pela compra de armas e pelo recrutamento de novos membros.   Também formou células isoladas cujo papel era formar uma força de operações com base no modelo do Hamas em operação na Faixa de Gaza. A prisão dos membros da célula evitou que os mesmos levassem a cabo ataques terroristas.

A Rede Daawa Hamas
 
As Instituições Daawa Hamas (Caridade) englobam uma abrangente infra-estrutura social, incorporando dúzias de organizações e instituições, associações e comitês de caridade islâmica espalhados por várias cidades e vilas na Cisjordânia.  

Estas associações e comitês proporcionam assistência financeira e material para a população em geral e para os simpatizantes do Hamas em particular e realizam atividades que cobrem diversas áreas: educação, saúde, bem-estar, religião, informação, etc.   Esta ostentação constitui a maior base de apoio ao Hamas e o diferencia de outras organizações islâmicas em operação na área.
Esta atividade do Hamas é realizada sob o disfarce da caridade, mas o verdadeiro objetivo da infra-estrutura Daawa é fortalecer a organização terrorista Hamas e seu domínio sobre a população.  Representa a estratégia da organização em acumular força na Cisjordânia para ganhar controle e aumentar a sua influência localmente e regionalmente – da mesma forma que o Hamas tomou controle da Faixa de Gaza.
Em vista do supracitado, Israel conclui que devem ser tomadas medidas para desmantelar esta infra-estruta e seus numerosos colaboradores – funcionários, associações, conexões com financiadores – são essenciais para o desmantelamento das operações do Hamas, reduzir sua influência e e sua base de poder na Cisjordânia.
Como resultado, as forças de segurança de Israel iniciaram operações sem precedentes contra instituições pertencentes à infra-estrutura Daawa Hamas na Cisjordânia.  Fundos disfarçados como “caridade” mas na verdade designados para atividades terroristas são canalizados através destas instituições que são instrumentos de grande valia para financiamento de atividades terroristas.   Como parte da campanha contra o Hamas, ficou decidida a operação contra sua infra-estrutura organizacional, que inclui escritórios, armazéns, bens financeiros e instituições, para que seja interrompida a capacidade da organização de funcionar com eficiência e conseqüentemente reduzindo sua capacidade de cooptar a legítima Autoridade Palestina.
As instituições da infra-estrutura de Daawa Hamas foram proibidas por conta de seu apoio financeiro à famílias de suicidas e terroristas prisioneiros.  O apoio do Hamas à famílias de terroristas mortos e presos tem como objetivo incentivar recrutas terroristas e aumentar o apoio popular às organizaçôes terroristas. 
Desde o início de 2008, forças de segurança israelenses se concentram em diversas regiões na Judéia e Samaria na luta contra as instituições Daawa Hamas. 

No dia 06 de Março, as Forças de Defesa Israelenses lançaram uma operação contra os ativos financeiros da Associação de Caridade Islâmica em Hebron, confiscou bens e fechou instituições e escritórios que proporcionavam fonte de renda para atividades terroristas.  A Associação de Caridade Islâmica é a maior e mais renomada instituição da rede Daawa Hamas na Cisjordânia.  Esta institituição proporciona fundos e direciona as atividades de diversas sub-associações espalhadas ao sul da Judéia e Samaria.  A associação distribui materiais de propaganda do Hamas, inicia projetos do Hamas e cria uma signficativa base aliada para o movimento na população local.  Forças de segurança realizaram operações similares contra instituições e bens sendo utilizados em prol do Hamas nas cidades de Kalkilya, Jenin e Ramallah.  
Como resultado das operações israelenses, o Hamas está tendo reduções nos proventos e terá dificuldades para custear armamentos e munição, executar ataques ou montar os explosivos necessários para ataques terroristas contra Tel Aviv, Netanya ou Dimona – a última cidade atacada por um suicida do Hamas há alguns meses atrás.
O dano às instalações Daawa Hamas interrompe o fluxo de recursos financeiros necessários à organização, conseqüentemente também atrapalhando as atividades terroristas. 
Escolas e orfanatos pertencentes ao Hamas educam gerações de crianças sob a doutrina da jihad e os valores supremos do Hamas.  As fotos em anexo a este documento foram confiscadas em instituições Daawa Hamas e claramente demonstram a doutrina terrorista e de jihad do Hamas às crianças.  

A Frente Legal: 

O Tribunal Militar Superior da IDF está realizando diversas atividades legais na campanha contra o Hamas que resultaram em grande sucesso.  Além disso é de conhecimento geral que os tribunais militares, a Suprema Corte e até mesmo tribunais internacionais que ações efetivas devem ser tomadas contra a infra-estrutura “civil” do Hamas e que as atividades de Daawa que incentivam o terrorismo devem ser revistas com severidade.
Diversos precedentes legais foram estabelecidos no curso desta campanha.
                                         i.    O tribunal militar da Judéia sentenciou Hosni Mohamed Abd El Qadar Abu Awaad a três anos de prisão em 17 de Dezembro de 2007. Hosni Mohamed Abd El Qadar Abu Awaad encabeçava o Comitê de Daawa Ramallah, que era uma subsidiária da Daawa Hamas e foi proibida de operar.  A sentença estabeleceu um precedente e foi esta a primeira prisão imposta a um terrorista trabalhando para a Daawa Hamas. 
 
                                       ii.    Um decreto da Corte Suprema de Israel de 18 de Março de 2008 traz grande significado legal para a luta contra os fundos relacionados ao terrorismo. 

De acordo com o decreto, o comandante militar está autorizado a confiscar os fundos de uma pessoa em valores de fundos tranferidos a esta pessoa por uma organização ilegal, sem exigir prova da fonte dos fundos confiscados em questão.  Este decreto pode representar a base para ação contra fundos relacionados ao terrorismo, especialmente aqueles atuando na Cisjordânia onde há provas concretas de transferência de fundos para organizações terroristas. 

                                      iii.    Em 27 de Fevereiro de 2008, um tribunal militar aceitou uma apelação que autoriza a prisão de um palestinho que tenha estabelecido uma organização Daawa em favor do Hamas.  De acordo com o Juiz, a única intenção da organização é apoiar as atividades do Hamas.  Embora a organização também tenha angariado fundos para construir uma escola e para a educação infantil, todas estas atividades foram projetadas para seram executadas no sentido de promover a ideologia do Hamas.

Conclusões: 

Ao apoiar a população e promover serviços “de caridade” a organização terrorista do Hamas promove sua pauta armada sob uma fachada civil.  Entretanto o objetivo real destas atividades é aumentar a base ideológica do Hamas e seu controle sobre a população. 
 
A organização utiliza a infra-estrutura Daawa como ferramenta para usurpar o controle da Cisjordânia da legítima Autoridade Palestina, como já o fez na Faixa de Gaza.  Se esta tentativa lograr êxito, as conseqüencias serão drásticas para as negociações de paz que acontecem entre Israel e a Autoridade Palestina moderada.
 
As atividades Daawa Hamas promovem o apoio popular e recrutamento para as crescentes operações terroristas contra Israel.    As instituições doutrinam os jovens na ideologia do terrorismo e violência e proporcionam apoio financeiro às famílias de terroristas presos ou mortos – portanto proporcionando incentivo para o alistamento terrorista. 
Além disso, a Infra-estrutura estabelecida pelas instituições da Daawa Hamas é utilizada para transferir fundos de financiamento ao terror sob a fachada de caridade e cria um sistema versátil para direcionar fundos para operações terroristas. 
As forças de segurança de Israel continuarão a operar contra a organização terrorista Hamas, suas instituições e bens, para poder assegurar a segurança e proteção aos cidadãos de Israel e evitar que o Hamas assuma o controle da Cisjordânia.
 
Israel continuará a utilizar todos os meios legais à sua disposição contra as organizações terroristas e seus simpatizantes para proteger e garantir a segurança dos cidadãos de Israel.

Apêndice – Material Visual Confiscado das Instituições Daawa Hamas
 


 
 

 
 
 
“Eu juro vingar, pelo amor de Deus e da Religião”
 


 
 
“Ò rocha, se eu soubesse o que meu destino me reserva eu arrancaria meu coração, o colocaria de lado e o substituiria com rochas”.
 

 
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Respostas

  1. Sr revolucionario!
    primeiramente reveja seus conceitos de democracia, usando a ONU um orgao onde esta repleta de representantes de paises com ditadura e com desrespeito aos direitos humanos contra as mulheres.
    suas colocacoes sao totalmente desproporcional!
    Hitler e alemanha nao se compara nem se multiplicasse X 100 as acoes israelenses. ainda mais sabendo como agem os soldados israelenses que o sr deveria conhecer a moralidade destes soldados. Qualquer soldado do mundo nao chega a metade desta moralidade e forma de agir.
    A complexidade que o sr coloca no oriente medio, deveria cobrar dos paises arabes, 100 X maior em populacao e tamanho que o Estado de Israel. Porque nunca absorveram os arabes refugiados como o mundo absorveu os judeus nos pos guerra (primeira e segunda grande guerra). Porque a jordania nao absorveu os palestinos (70% da grande palestina se chama Jordania – veja mapas antes de 1921)?
    Apos ver esats informacoes podemos debater mais…
    logicamente apos a Hamas e grupos radicais deixarem de usar mulheres e criancas como escudos e largarem suas bases de lancamentos e armamentos dentro de escolas e hospitais.


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